Rio de Janeiro, Sábado, 26 de setembro de 2026
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Flamengo, Corinthians e São Paulo têm mais de 10% da receita ligada às bets
Foto: Andressa Anholete/Getty Images
Brasil

Flamengo, Corinthians e São Paulo têm mais de 10% da receita ligada às bets

Contratos com empresas de apostas podem afetar 14 dos 20 clubes da Série A e movimentariam R$ 1,1 bilhão em 2026.

Flamengo, Corinthians e São Paulo são os clubes da Série A mais expostos a uma eventual saída das empresas de apostas do futebol brasileiro. Nos três casos, os contratos com bets representam mais de 10% do orçamento bruto.

O Flamengo tem o maior acordo: R$ 268,5 milhões por temporada com a Betano. O valor equivale a 12,85% da receita bruta do clube, que chegou a R$ 2,08 bilhões em 2025.

No Corinthians, a parceria com a Esportes da Sorte responde por 10,6% do orçamento bruto e rende R$ 103 milhões por ano. O São Paulo aparece em seguida, com R$ 113 milhões fixos por temporada pagos pela Superbet, quantia correspondente a 10,5% do orçamento tricolor.

Diferenças entre os contratos

O Palmeiras também possui um acordo de grande valor, mas a dependência proporcional é menor. A Sportingbet paga R$ 100 milhões fixos por ano ao clube, montante equivalente a 5,6% do orçamento. Em 2025, o Palmeiras registrou receita bruta de R$ 1,78 bilhão.

Na outra ponta, Botafogo e Remo têm os menores níveis de dependência entre os clubes com contratos com casas de apostas: 3,8% e 3,6%, respectivamente. No conjunto da Série A, os patrocínios de bets representam cerca de 7% das receitas dos clubes. Nenhum dos acordos analisados supera 13% do orçamento de um participante da elite.

Com exceção de Flamengo, Corinthians e São Paulo, nenhum outro clube teve contrato com bet equivalente a mais de 8% da receita bruta de 2025.

Mercado em expansão

Em 2026, as empresas de apostas devem movimentar aproximadamente R$ 1,1 bilhão no futebol nacional. Na Série A, 14 dos 20 participantes têm atualmente uma empresa do segmento como patrocinadora máster.

O valor estimado para 2026 supera os aproximadamente R$ 523 milhões movimentados em 2024. Naquele ano, 18 dos 20 clubes da primeira divisão exibiam marcas de apostas nos uniformes. As empresas também passaram a ocupar espaços como os naming rights dos principais campeonatos nacionais.

Clubes já procuram substitutos

Bahia, Grêmio e Internacional perderam, ao longo deste ano, receitas de antigas patrocinadoras máster do segmento. O Grêmio recompôs o espaço com a Pitaco, em um acordo de R$ 43 milhões por ano.

Entre os clubes que disputaram a Série B em 2025, Athletico-PR e Coritiba também deixaram de contar com casas de apostas em suas camisas. Bragantino e Mirassol seguem outro modelo, com empresas de bebidas estampadas nos uniformes.

A nova medida do Governo Federal pode interromper contratos firmados com os clubes. Se as bets deixarem o futebol, as equipes terão de buscar alternativas para substituir acordos que movimentam dezenas ou centenas de milhões de reais por temporada.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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