Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Canal do Panamá reduz travessias diárias por causa da seca provocada pelo El Niño
Foto: Martin Bernetti/Afp
Brasil

Canal do Panamá reduz travessias diárias por causa da seca provocada pelo El Niño

A passagem de navios cairá de 36 para 32 por dia a partir de 15 de setembro, enquanto persistir a estiagem.

A Administração do Canal do Panamá começou na sexta-feira (04/09) a reduzir o tráfego de navios na hidrovia por causa da queda nas chuvas associada ao fenômeno climático El Niño. O número de travessias diárias será reduzido gradualmente de 36 para 32.

A medida afeta uma rota que liga os oceanos Pacífico e Atlântico e movimenta 5% do comércio marítimo global. Para a sexta-feira, estavam previstas 34 travessias. A partir de 15 de setembro, o limite máximo será de 32 embarcações por dia.

Reservatórios e calado

O canal depende da água da chuva armazenada nos lagos artificiais de Gatun e Alhajuela. Os níveis dos reservatórios caíram com a seca atribuída ao El Niño, descrito no texto como o mais intenso já registrado e responsável por um alerta nacional no Panamá.

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP), entidade estatal autônoma, também mantém medidas de economia de água adotadas meses atrás. Entre elas está a restrição do calado dos navios, que corresponde à profundidade submersa da embarcação.

O calado máximo, de 15,24 metros, foi reduzido para 14,63 metros. A previsão de diminuir esse limite para 14,47 metros em outubro foi adiada após uma nova avaliação dos níveis do lago Gatún e das previsões meteorológicas. A ACP afirmou que manter o calado atual “proporciona aos clientes mais continuidade para o planejamento de suas viagens e a programação de seus navios”.

Em 2023, o El Niño já havia levado à redução das travessias diárias de 38 para 22, diante dos níveis recordes de baixa dos lagos. A ACP não descartou novas restrições, dependendo do volume de chuvas nas próximas semanas.

O El Niño ocorre quando as temperaturas da superfície do oceano ficam anormalmente altas nas áreas central e leste do Pacífico. O fenômeno pode provocar secas, enchentes e incêndios florestais. A expectativa é de que ele ganhe intensidade no fim do inverno e no começo da primavera no Hemisfério Sul, podendo estar entre os maiores eventos registrados desde 1950.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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