SÃO PAULO — A Cripta Imperial, no subsolo do Monumento à Independência, no Ipiranga, será reaberta nesta segunda-feira (7), após quase quatro anos fechada. O espaço guarda os restos mortais de três integrantes da realeza imperial brasileira: Maria Leopoldina, dom Pedro 1º e Dona Amélia.
A cerimônia está marcada para 14h30. Depois do evento, o público poderá participar de visitas guiadas. A reabertura ocorre na data que marca os 204 anos da Independência do Brasil.
O local estava fechado desde o final de 2022 para reformas estruturais e ações de restauro. De acordo com a Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o trabalho custou R$ 5,3 milhões. Parte do investimento também foi destinada à recuperação de itens e estruturas do acervo do Museu da Cidade de São Paulo.
Entre as mudanças estão a instalação de novos banheiros, sistema de ar-condicionado e recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida em todo o espaço subterrâneo. O bronze dos sarcófagos imperiais foi restaurado, e o teto recebeu fechamento com mármore amarelo. Também foram feitas limpeza na área externa do monumento, pintura e reparos de trincas na Casa do Grito.
Programação e horários
Às 15h, o quarteto Ensemble FTM, da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, fará um concerto. A apresentação terá Marcos Kiehl na flauta, Alex Ximenes e Teco Nicolai nos violinos e Sandro Francischetti no violoncelo.
O repertório reúne músicas do período Barroco e ritmos populares e contemporâneos da cultura brasileira, como samba, rock e baião. Após o concerto, a visitação guiada continuará aberta gratuitamente até as 17h.
A partir de terça-feira (8), a Cripta Imperial funcionará de terça a domingo, das 9h às 17h. No mesmo horário, os visitantes poderão conhecer a exposição inaugural “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues.
A mostra é formada por painéis produzidos a partir de concurso internacional promovido pela prefeitura. O conteúdo aborda a idealização do monumento e da cripta e o papel dessas estruturas na construção de marcos cívicos.
Restos mortais
Maria Leopoldina, primeira esposa de dom Pedro 1º, foi a primeira ocupante da cripta. Ela havia sido sepultada no Rio de Janeiro e foi transferida durante as celebrações do quarto centenário de São Paulo.
Os restos mortais de dom Pedro 1º chegaram ao local em 1972, no Sesquicentenário da Independência, após um acordo com o governo português. O corpo veio de navio e passou por várias capitais estaduais brasileiras. O coração do imperador permanece na cidade portuguesa do Porto.
Dona Amélia, segunda esposa de dom Pedro 1º, foi levada de Lisboa para a cripta em 1982. Antes, ela estava sepultada no Panteão dos Braganças. Em 2012, os corpos passaram por exumação científica, e os peritos constataram que o de Dona Amélia estava perfeitamente mumificado de forma natural.
A Cripta Imperial fica na praça do Monumento, no Parque da Independência, s/nº, no Ipiranga. A entrada é gratuita e não é necessário retirar ingressos. Agendamentos para turmas e escolas podem ser feitos pelo e-mail [email protected]. Na Casa do Grito, visitas espontâneas com educadores ocorrem diariamente às 10h e às 15h, sem agendamento.








