Gustavo Gayer afirma que mudou sua forma de fazer política desde que chegou à Câmara dos Deputados, em 2022. Segundo o deputado federal pelo PL, ele deixou de concentrar sua atuação no confronto e passou a conversar com representantes de diferentes campos ideológicos.
A mudança, porém, não significa abandonar suas convicções. “Eu continuo radical na defesa do que acredito”, disse Gayer. Para ele, a diferença está no comportamento e na disposição para o diálogo, não nas pautas que defende.
Professor de inglês e youtuber antes de entrar na política, Gayer foi eleito com mais de 200 mil votos e ficou em segundo lugar entre os candidatos a deputado federal por Goiás. Agora, disputa uma vaga no Senado e afirma que escolheu a candidatura por considerar que os principais problemas do país precisam ser enfrentados nessa Casa.
Entre as críticas que faz, estão a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal, o uso de inquéritos e o que chama de desequilíbrio entre os Poderes. Gayer também defende que o Senado dê sustentação a um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Campanha e alianças
Gayer disse que não cogitou abandonar a disputa pelo Senado para tentar a reeleição à Câmara. Segundo ele, a candidatura envolve sacrifício pessoal e não utiliza fundo eleitoral. O deputado afirmou ainda ter arrecadado R$ 94 mil em uma vaquinha, que depois foi interrompida.
Na política de Goiás, declarou apoio à candidatura de Wilder Morais ao governo e reconheceu que prefeitos do PL apoiam Daniel Vilela. Sobre Márcio Corrêa, disse que o considera amigo e que ele o apoia na disputa pelo Senado, além de defender Major Vitor Hugo e Flávio Bolsonaro.
Gayer também comentou os atritos com Vanderlan Cardoso e afirmou que não considera existir uma guerra entre os dois. Segundo ele, sua prioridade é a situação do Brasil e o endividamento de famílias e empresas.
Ao avaliar sua trajetória, o deputado disse que acertou ao manter a coerência e não usar o fundo eleitoral. Como erro, apontou não ter feito uma transição rápida do ativismo para o mandato parlamentar. “Era muito militante”, afirmou, ao reconhecer que ficou mais concentrado no debate e no confronto do que na entrega.
Ele disse que Brasília funcionou como uma faculdade e que hoje conversa com pessoas de todo o espectro político. Também afirmou que a imagem pública construída pelos vídeos e embates representa apenas uma parte de sua personalidade. Fora das câmeras, descreveu-se como alguém brincalhão e capaz de manter boa relação com pessoas que já o criticaram publicamente.








