Rio de Janeiro, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Prefeito de Goiânia veta incentivos fiscais do programa Morar no Centro
Brasil

Prefeito de Goiânia veta incentivos fiscais do programa Morar no Centro

Sandro Mabel barrou benefícios para imóveis, empresas e novas construções; Câmara pode analisar novamente os dispositivos vetados.

O prefeito Sandro Mabel (UB) vetou parcialmente o Programa Morar no Centro e retirou benefícios fiscais acrescentados durante a tramitação na Câmara Municipal. Entre os pontos barrados estão isenções de IPTU e ITBI, além da redução do ISSQN para serviços ligados a novas construções.

A decisão foi formalizada em mensagem publicada no Diário Oficial do Município na quarta-feira, 30. O veto atingiu o art. 5º e os itens 2.3, 2.4 e 16.3 do anexo do projeto aprovado pelos vereadores.

Entre as medidas retiradas estão a isenção de IPTU para novas construções residenciais ou de uso misto com fachada ativa e a isenção de ITBI na primeira compra de unidades novas ou requalificadas. Também foi barrado o benefício para terrenos e imóveis destinados a novos empreendimentos residenciais.

A proposta aprovada previa ainda ISSQN de 2% sobre serviços de construção civil, engenharia e arquitetura relacionados às novas construções, com concessão dos benefícios por até dez anos. Outros dispositivos vetados tratavam de imóveis tombados e empresas de serviços que se transferissem para o perímetro do programa.

Justificativas para o veto

A Secretaria Municipal da Fazenda apontou falta de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, sobreposição com benefícios tributários já existentes e incompatibilidade de parte das regras do ISS com a legislação nacional.

A Procuradoria-Geral do Município considerou constitucional e legal o núcleo do Morar no Centro, mas recomendou barrar os dispositivos incluídos por emenda dos vereadores Romário Policarpo (Cidadania) e Anselmo Pereira (MDB). Para a PGM, a isenção destinada a empresas transferidas para o Centro poderia levar a uma carga tributária inferior à alíquota mínima nacional de 2% do ISSQN.

O projeto foi aprovado pelo Legislativo goianiense em 8 de setembro. Durante a análise, Romário e Anselmo apresentaram uma emenda conjunta para ampliar os incentivos fiscais. Os parlamentares afirmaram que a mudança buscava fortalecer o programa como instrumento de reocupação e requalificação da região central.

Na votação, Romário disse que a Câmara poderia rever um eventual veto: “Temos que lembrar que a palavra final é da Câmara Municipal.”

O programa foi proposto pelo Executivo para ampliar a ocupação residencial do Setor Central, estimular a recuperação de imóveis e oferecer auxílio financeiro à locação de moradias por famílias que atendam aos critérios estabelecidos. A Prefeitura também aponta a requalificação urbana e o enfrentamento ao esvaziamento populacional da região como objetivos da iniciativa.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5