Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Câmara de Goiânia aprova programa com auxílio para aluguel no Centro
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Câmara de Goiânia aprova programa com auxílio para aluguel no Centro

Projeto prevê pagamento direto ao proprietário, isenção de impostos e incentivos para moradias, comércio e recuperação de prédios.

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou em segunda votação, nesta terça-feira, 8, o programa Morar no Centro. A proposta cria um auxílio para famílias que vivem ou pretendem viver na região central e oferece incentivos fiscais para ampliar a oferta de moradias e recuperar imóveis antigos.

O texto é de autoria do prefeito Sandro Mabel (UB) e tramita como Projeto de Lei Complementar nº 10/2026. Durante a análise, os vereadores Romário Policarpo e Anselmo Pereira apresentaram uma emenda que ampliou os incentivos para a área do programa.

Como funcionará o auxílio

O benefício poderá ser concedido por 24 meses, com possibilidade de prorrogação por mais um ano. O pagamento será feito pela Prefeitura diretamente ao proprietário, mas o contrato de aluguel continuará sendo firmado entre o morador e o dono do imóvel.

O valor do auxílio e o perímetro exato do programa ainda serão definidos por regulamentação. Mulheres responsáveis pela família, idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças e adolescentes estão entre os grupos que terão prioridade. A Prefeitura também poderá criar outros critérios.

Poderão participar imóveis desocupados há mais de 12 meses, além de hotéis e outras edificações adaptados para uso residencial. Os proprietários que colocarem unidades no programa terão isenção de IPTU durante o período da locação vinculada ao Morar no Centro, inclusive em imóveis com débitos tributários.

Em contrapartida, será necessário manter os imóveis em condições adequadas de segurança e habitabilidade e permitir vistorias da Prefeitura. O Município ficará responsável pelo pagamento do benefício; as demais obrigações do contrato continuarão com proprietário e inquilino.

Incentivos para imóveis e empresas

Novas construções residenciais e empreendimentos de uso misto, com moradia e comércio, poderão receber benefícios fiscais por até dez anos. A proposta prevê isenção de IPTU, desde que o uso residencial seja mantido, e de ITBI na primeira compra de unidades novas ou recuperadas.

A compra de terrenos destinados a empreendimentos residenciais também poderá ter isenção de ITBI. Para serviços de construção civil, engenharia e arquitetura ligados aos projetos, o ISSQN será reduzido para 2%. Empresas que transferirem suas atividades para a área poderão receber benefício de 50%.

Prédios tombados que passarem por manutenção conforme as regras de preservação poderão ter redução de 50% no IPTU. Em obras de restauração ou retrofit, a isenção poderá chegar a 100% por cinco anos após a conclusão.

O projeto ainda prevê, durante um ano após a publicação da lei, a possibilidade de pedir o Alvará de Aceite Especial para imóveis dentro do perímetro do programa. As taxas municipais de análise e emissão do documento serão dispensadas nesse período.

A aprovação encerra essa etapa na Câmara. A implementação ainda depende de regulamentação, que definirá o perímetro e as regras de acesso ao benefício.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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