Rio de Janeiro, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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MP acusa PMs de tentar extorquir advogado e encobrir assassinato
Brasil

MP acusa PMs de tentar extorquir advogado e encobrir assassinato

Promotoria afirma que policiais criaram uma versão para apresentar Davi Sebba como criminoso após a morte do advogado.

O Ministério Público afirmou nesta sexta-feira, 2, que os policiais militares acusados pela morte do advogado Davi Sebba tentaram extorqui-lo. Para a acusação, a abordagem não saiu como planejado e os agentes construíram uma narrativa para justificar o assassinato e atacar a reputação da vítima.

Em plenário, o promotor Esli Gomes disse que a imagem de Davi foi associada ao tráfico durante 14 anos. “É policial sem farda, é traficante sem droga, é vítima sem arma e um filho sem o pai há 14 anos”, declarou.

Perícia e alterações na cena

A promotoria sustentou que a tentativa de classificar Davi como criminoso serviu para apoiar a versão de que ele teria reagido à abordagem. As provas periciais, porém, não confirmariam essa hipótese.

A perícia não encontrou digitais do advogado na arma apresentada pelos policiais. Também não foram identificados resíduos de disparos nas mãos de Davi. O Ministério Público apontou ainda que a cena do crime teria sido alterada. Não havia estojos de munição no local, e os vestígios analisados apresentavam mudanças, segundo a acusação.

A promotoria contestou também a versão de que os policiais encontraram maconha no estacionamento de um supermercado dias depois do assassinato. De acordo com o MP, o espaço passava por limpeza diária.

Depoimentos e pressão sobre testemunhas

Para a acusação, os acontecimentos indicam uma tentativa de esconder a abordagem que terminou na morte do advogado. O MP apontou contradições entre os depoimentos prestados pelos policiais à Corregedoria da PM e à Polícia Civil.

A promotoria citou um relatório que classificava Davi como integrante de uma organização criminosa. Segundo o órgão, a associação ao crime organizado fazia parte da estratégia para justificar a morte e prejudicar a imagem do advogado.

O Ministério Público mencionou ainda investigações da Operação Madeira de Lei, da Polícia Federal, envolvendo policiais suspeitos de vazamento de informações. Outro ponto levado aos jurados foi a suposta coação de testemunhas, que teriam sido pressionadas a depor a favor dos agentes.

Depois da análise técnica das provas, o MP exibiu fotografias de Davi na infância. A promotoria buscou destacar a história pessoal do advogado diante da acusação de que ele teria sido transformado em culpado pela própria morte.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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