Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
MPRJ abre investigação sobre negócios de Douglas Ruas
Foto: Thiago Lontra/Alerj
Brasil

MPRJ investiga empresas ligadas a Douglas Ruas e pede registros de pagamentos

Procedimentos também apuram suspeitas de improbidade e enriquecimento ilícito envolvendo o presidente da Alerj e empresas associadas a ele.

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu uma investigação preliminar sobre duas empresas ligadas a Douglas Ruas, presidente da Alerj e candidato do PL ao governo do estado. O procedimento foi iniciado em junho.

Em 16 de junho deste ano, o MPRJ solicitou à Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro registros de possíveis pagamentos do governo estadual à Saur Construção, Terraplanagem e Locação e à DM Invest. O pedido foi encaminhado para instruir um procedimento na Assessoria de Atribuição Originária Criminal, setor que auxilia investigações e denúncias criminais envolvendo autoridades com foro privilegiado.

A Saur tem Douglas Ruas e o vereador Nelson Ruas Filho como sócios. A DM Invest é uma administradora financeira do deputado e da empresária Letícia Felício, mulher de Thiago Saraiva, ex-secretário da Fazenda de São Gonçalo.

A PGE-RJ informou, em julho deste ano, que não encontrou pagamentos à Saur Construção. A assessoria de Douglas Ruas afirmou que as empresas citadas não têm vínculo ou contrato com órgãos públicos.

Inquérito civil e auditoria

Também tramita no Ministério Público fluminense um inquérito civil aberto em maio de 2023 para apurar possível improbidade administrativa e enriquecimento ilícito de Douglas Ruas e Thiago Saraiva. O procedimento aguarda pauta na Gerência de Suporte ao Conselho Superior do Ministério Público do Rio de Janeiro e ainda não foi concluído.

Uma auditoria da PGE-RJ, enviada ao Ministério Público em 25 de junho deste ano, apontou possíveis irregularidades na Secretaria de Cidades durante a gestão de Douglas Ruas. Ele comandou a pasta entre setembro de 2023 e março deste ano.

Entre os pontos analisados está um aditivo de 45% em um contrato para obras de asfalto, firmado duas semanas depois da assinatura do contrato. O relatório cita o deputado federal Altineu Côrtes, que tem foro especial.

Por causa disso, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, perguntou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, se os indícios justificam a abertura de uma investigação na Procuradoria-Geral da República.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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