Rio de Janeiro, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Pastor de Flávio Bolsonaro defende “destronar” Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil
Brasil

Pastor ligado a Flávio Bolsonaro questiona padroeira e feriado de 12 de outubro

J. B. Carvalho defende o fim do reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida e afirma que o feriado nacional é ilegal.

O pastor J. B. Carvalho, líder da Comunidade das Nações e próximo da família Bolsonaro, defende que Nossa Senhora Aparecida deixe de ser reconhecida como padroeira do Brasil. Ele também afirma que o feriado nacional de 12 de outubro é ilegal.

As posições aparecem no livro A Bomba, publicado em 2001. Na obra, Carvalho questiona a legislação que estabeleceu a santa como padroeira e sustenta que não haveria amparo constitucional para essa definição. O pastor também argumenta que a separação entre Estado e religião, prevista nas Constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988, impediria a validade do feriado.

“Por esta razão o feriado de 12 de outubro é ilegal”, escreve Carvalho. Em outro trecho, ele defende uma mobilização religiosa contra a devoção católica: “está na hora de destronarmos a Rainha em nossa nação e servir ao Deus verdadeiro”.

O autor critica ainda a centralidade de Maria nas práticas católicas, incluindo a oração do terço e a veneração da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Carvalho contrapõe essas tradições à defesa de Jesus Cristo como centro da fé cristã e associa a devoção mariana a práticas pagãs.

Relação com a família Bolsonaro

A ligação do pastor com Flávio Bolsonaro se intensificou nos últimos anos. O senador se converteu à denominação em 2022 e foi batizado na igreja em 2024, ao lado da esposa, Fernanda.

O vínculo também alcançou Jair Bolsonaro. Em novembro de 2025, enquanto o ex-presidente estava preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, Flávio entregou a ele o livro Metanoia – A Chave Está Em Sua Mente, escrito por Carvalho e publicado pela Editora Chara em 2018.

Apesar da interpretação apresentada pelo pastor, o feriado e o título de padroeira têm respaldo na legislação federal vigente. O feriado de 12 de outubro foi oficializado pela Lei nº 6.802, sancionada em 30 de junho de 1980 pelo então presidente João Figueiredo. A norma teve origem no Projeto de Lei nº 220/1979, de autoria do deputado Jorge Arbage, e permanece em vigor sem revogação na Câmara dos Deputados.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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