Rio de Janeiro, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Campanha de Renan Santos propõe regionalizar o SUS
Brasil

Plano de Renan Santos prevê 172 regiões para reorganizar o SUS

Campanha também propõe transparência nas filas da Anvisa e incentivos para ampliar a indústria da saúde no Brasil.

A campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência da República apresentou, nesta 5ª feira (24.set.2026), um plano para a saúde baseado na regionalização do SUS, na transparência regulatória e no estímulo à indústria nacional. As propostas foram detalhadas por Felipe Roth, médico radiologista e coordenador da área de saúde da campanha, a representantes da indústria farmacêutica.

Gestão regional do SUS

O principal eixo prevê ativar 172 regiões de saúde para reorganizar a gestão do Sistema Único de Saúde. A proposta é reunir os mais de 5.000 municípios do país em áreas com características culturais e geográficas semelhantes. Em cada região, o Ministério da Saúde teria presença efetiva para identificar necessidades e planejar a distribuição dos recursos.

“É impossível você fazer a gestão de 5.000 municípios do Ministério da Saúde”, afirmou Roth. Segundo ele, o mapa das regiões existe desde 2011, mas ainda não foi colocado em operação.

A campanha também quer conectar a destinação de emendas parlamentares ao planejamento regional. Nesse modelo, deputados direcionariam os recursos para necessidades identificadas previamente, com vínculo entre o dinheiro aplicado e o resultado entregue à população. Roth citou como exemplo a concentração de serviços, defendendo que uma maternidade não seja instalada em uma cidade com poucos habitantes quando outra unidade puder atender toda a região a 100 quilômetros.

Roth afirmou ainda que o orçamento da saúde deverá ficar no limite mínimo diante da relação entre o piso constitucional e o arcabouço fiscal para 2027. De acordo com ele, a retirada dos royalties do petróleo da base de cálculo da receita corrente líquida reduziu em R$ 3 bilhões a base considerada para a saúde, sem descumprimento formal da regra fiscal.

A campanha apoia a vinculação dos reajustes do piso às metas de inflação por meio de uma PEC de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que está em tramitação. “O piso não vai ser extinto”, disse Roth.

Anvisa e indústria nacional

O segundo eixo propõe transparência total nas filas regulatórias da Anvisa. Roth informou que o prazo médio para a liberação de produtos é de 257 dias, acima dos 180 dias previstos na legislação. A campanha defende parcerias com institutos federais e universidades, além de melhorias na remuneração e nos planos de carreira para manter especialistas na agência.

A Anvisa tem cerca de 1.600 técnicos, enquanto a Coreia do Sul emprega aproximadamente 3.000 agentes na área de regulação, segundo Roth. Ele também alertou que a legislação sobre forças-tarefas para reduzir a fila vence em outubro.

O terceiro eixo prevê zonas econômicas especiais para a indústria da saúde, com condições tributárias voltadas à produção e à inovação. A campanha também quer ampliar as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, com transferência de tecnologia para a fabricação nacional. A estratégia, segundo Roth, pode aumentar o portfólio produzido no país, reduzir custos e ampliar a escala da indústria.

O encontro reuniu Abiis, Abimed, Acessa, Grupo FarmaBrasil, Interfarma, PróGenéricos e Sindusfarma.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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