Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Psoríase afeta autoestima e pode levar ao isolamento social
Foto: Arquivo Pessoal
Brasil

Psoríase afeta autoestima e pode levar ao isolamento social

Lesões visíveis, preconceito e crises emocionais fazem pacientes esconderem o corpo e evitarem eventos, roupas e lugares.

A psoríase pode afetar a autoestima, os relacionamentos e a vida social, além das manifestações na pele. Lesões visíveis podem provocar vergonha e medo de julgamentos, enquanto estresse e ansiedade podem contribuir para o surgimento ou o agravamento das crises.

A doença é crônica, não contagiosa e cíclica, com períodos de melhora e reaparecimento dos sintomas. Em pessoas geneticamente predispostas, fatores ambientais, comportamentais e emocionais podem participar do desencadeamento das crises.

Impacto emocional e isolamento

Para a psicóloga Karina Siqueira, da Hapvida, a relação entre a psoríase e o estado emocional acontece nos dois sentidos: situações de estresse podem contribuir para uma crise, e as próprias lesões podem causar sofrimento psicológico.

O impacto tende a aumentar quando o paciente convive com pessoas que acreditam, de forma equivocada, que a doença seja contagiosa. Olhares, comentários e afastamentos podem levar à tentativa de esconder as lesões e à restrição da vida social. “Quando a psoríase está em crise, por conta das lesões que ficam bem evidentes, a pessoa costuma ter uma crise emocional”, explicou Karina Siqueira.

A estudante de Enfermagem Maria Eduarda Borges, de 21 anos, foi diagnosticada ainda jovem. Depois de um período de controle da doença, voltou a apresentar lesões há cerca de um ano, em uma fase marcada por ansiedade e instabilidade emocional.

“As marcas e manchas que ficam me incomodam bastante, sinto vergonha e evito usar roupas que mostrem as partes mais marcadas”, relata Maria Eduarda. Segundo ela, o acompanhamento psicológico e o apoio familiar foram importantes para lidar com a doença e com a aceitação da própria aparência.

Mudanças de comportamento podem indicar sofrimento emocional. De acordo com Karina, deixar de participar de eventos, evitar determinadas roupas, frequentar lugares específicos ou esconder feridas por medo da opinião dos outros são sinais de alerta para a busca de ajuda profissional.

Estresse não é a única causa

Embora exista uma ligação entre a saúde emocional e a psoríase, as crises não devem ser atribuídas exclusivamente à ansiedade ou ao estresse. A doença é multifatorial, e diferentes fatores podem atuar como gatilhos.

Karina alerta que responsabilizar o paciente pelo surgimento das lesões pode piorar o quadro emocional. Além de fatores emocionais, alimentação, água muito quente e outros elementos podem estar envolvidos no desencadeamento de uma crise.

O acompanhamento psicológico não substitui o tratamento médico, mas pode integrar o cuidado do paciente. Esse suporte ajuda a lidar com a própria imagem, o preconceito e as consequências emocionais da doença.

Rede de apoio

A recomendação para quem passou a restringir a própria vida por vergonha é evitar o isolamento e buscar uma rede de apoio. Para Karina, conversar com pessoas próximas também pode reduzir o medo e os julgamentos, já que parte do preconceito surge da falta de informação sobre a doença.

“É importante que a pessoa tenha o seu grupo de apoio social”, afirma a psicóloga. Ela também orienta explicar que a psoríase não é transmissível quando outras pessoas demonstrarem desconhecimento.

Maria Eduarda diz que hoje lida melhor com as marcas. “Não digo que sou 100% resolvida com o meu corpo e as manchas, mas consigo aceitar melhor do que anos atrás”, conta. Para Karina, manter os vínculos sociais é fundamental: “O isolamento é tudo que a gente não recomenda”.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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