A Rede Nascer terá R$ 50 milhões em recursos em 2026 para ações municipais e para a estrutura de assistência materno-infantil em Goiás. O programa recebeu R$ 33 milhões em 2025 e foi lançado para integrar o atendimento desde a gravidez até os dois anos de idade da criança.
A política inclui planejamento familiar, qualificação do pré-natal, assistência ao parto e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento infantil. O acesso é feito pelo telefone 155, que também serve para o envio de informações às gestantes cadastradas, além do monitoramento e da comunicação com as famílias.
O objetivo é identificar riscos durante a gravidez, acompanhar a realização e a qualidade do pré-natal e organizar o atendimento antes do parto. A proposta prevê continuidade dos cuidados depois do nascimento. A Rede Nascer tem apoio do Instituto Fernandes Figueira e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de consultoria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde.
Indicador em queda
A estrutura foi ampliada no mesmo período em que Goiás registrou redução da mortalidade infantil, mas os dados não permitem associar a queda a uma iniciativa específica. A taxa passou de 13,13 mortes por mil nascidos vivos em 2024 para 10,94 em 2025, uma redução de 16,7%.
O estado contabilizou 1.003 mortes de crianças menores de um ano em 2025, contra 1.096 em 2024. Foram 93 óbitos a menos. A taxa e o número absoluto não variam na mesma proporção porque o cálculo também considera a quantidade de nascidos vivos em cada período.
Atendimento hospitalar
Inaugurado em junho de 2024, o Hospital Estadual de Águas Lindas oferece assistência obstétrica e pediátrica, UTI neonatal e Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais no Entorno do Distrito Federal.
Em Goiânia, o Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento mantém 145 leitos operacionais, incluindo 29 de UTI neonatal, 22 de cuidados intermediários neonatais, cinco de estabilização neonatal e cinco de UTI materna. Em 2025, a unidade passou a integrar um projeto nacional de diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas em recém-nascidos, desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS).








