Rio de Janeiro, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Zuenir Ventura ofereceu trabalho no Rio a jornalista de Goiânia em 1989
Brasil

Zuenir Ventura ofereceu trabalho no Rio a jornalista de Goiânia em 1989

Convite surgiu após resenha de “1968 — O Ano Que Não Terminou”, mas um aumento de salário adiou a mudança para o Rio.

Em 1989, Zuenir Ventura ligou para a redação do Diário da Manhã e convidou um jornalista de Goiânia para trabalhar no Rio de Janeiro. A proposta surgiu depois que o escritor leu uma resenha sobre o livro “1968 — O Ano Que Não Terminou”, cuja primeira edição havia sido publicada naquele ano.

O contato aconteceu na sede do jornal, na Avenida 24 de Outubro, no bairro Campinas, perto do Estádio Antônio Accioly e do Cemitério Santana. O jornalista foi chamado à portaria para atender ao telefone e, inicialmente, desconfiou que a ligação fosse um trote.

Zuenir explicou que havia recebido o número por meio de Washington Novaes, com quem o jornalista tinha editado um livro-caderno sobre a Ferrovia Norte-Sul na segunda metade da década de 1980. O escritor disse ter gostado da resenha, especialmente da identificação de erros, e afirmou que faria as correções. Também pediu desculpas pelas falhas.

Durante a conversa, Zuenir perguntou sobre a formação do jornalista, que era graduado em Jornalismo e História e havia iniciado Filosofia. Ele também contou com a recomendação de Washington Novaes, paraninfo da turma de Jornalismo e responsável por indicar seu contato.

“Se quiser, venha para o Rio de Janeiro e eu me encarrego de achar um local para você trabalhar, talvez no ‘Jornal do Brasil’”, disse Zuenir, segundo o relato. O escritor ainda ofereceu sua casa para a estadia inicial.

A mudança que não aconteceu

Dias depois, o jornalista conversou com Washington Novaes e recebeu apoio para aceitar a proposta. Em seguida, comunicou a Batista Custódio, editor-geral do Diário da Manhã, que pretendia deixar Goiânia. O editor suspeitou que o objetivo fosse conseguir aumento de salário.

No dia seguinte, Batista Custódio chamou o jornalista à sala, na presença de Luiz Contart, e ofereceu um reajuste, propondo que os dois voltassem a conversar sobre a mudança depois de dois meses. O jornalista aceitou e acabou permanecendo em Goiânia.

Ele nunca mais falou com Zuenir Ventura, mas leu todos os seus livros. O relato também registra a continuidade da amizade e das conversas com Washington Novaes, além do interesse por meio ambiente desenvolvido a partir dessa convivência.

O arquivo do Diário da Manhã está no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. A resenha procurada pode estar entre os documentos guardados pela instituição.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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