Os ovos podem fazer parte do café da manhã todos os dias e ajudar na saciedade, na massa muscular e no humor, segundo a naturopata Juliette Andreau. Ela recomenda dois ovos por dia — ou três quando eles forem a única fonte de proteína da refeição.
Andreau afirma que os ovos estão entre os poucos alimentos considerados completos. Um ovo reúne proteína de alta qualidade, gorduras, vitaminas A, D, E e B12, colina, selênio e zinco. A especialista diz que o consumo diário não é motivo de preocupação para quem digere bem o alimento e não tem alergias ou intolerâncias conhecidas.
A qualidade também é apontada como importante. Andreau diferencia ovos orgânicos de galinhas criadas soltas dos ovos de produção industrial e recomenda, quando possível, produtos de pequenos produtores.
Possíveis efeitos na saúde
Entre os benefícios citados estão maior clareza mental, equilíbrio hormonal, proteção da visão e fortalecimento de cabelos, pele e unhas. A colina auxilia o sistema nervoso e regula o humor. Um ovo contém cerca de 30% da necessidade diária desse nutriente.
Os ovos também têm luteína e zeaxantina, que ajudam os olhos a filtrar a luz azul. Já o enxofre, a biotina e aminoácidos como a metionina participam da saúde da pele e das unhas e da produção de queratina.
Segundo Andreau, os efeitos podem aparecer rapidamente quando os ovos substituem opções mais ricas em carboidratos, como fatias de pão torrado ou croissant. Ainda assim, ela recomenda manter o hábito por pelo menos duas semanas antes de esperar resultados.
Cuidados no preparo
A orientação é cozinhar os ovos delicadamente, de preferência com a gema mole ou escalfados. Para Andreau, a gema ligeiramente líquida preserva vitaminas e minerais sensíveis ao calor. O cozimento excessivo pode reduzir parte desses nutrientes e oxidar as gorduras.
Durante um surto de salmonela no Reino Unido, foram confirmados 259 casos e uma morte ligados ao primeiro foco, além de outros 215 casos associados a dois outros focos. A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido informou que o risco geral para o público permanece baixo. O Professor Ian Young, da Agência de Padrões Alimentares, recomenda ovos bem cozidos e manuseados de forma higiênica. Bebês, crianças pequenas, gestantes e idosos devem consumir ovos crus ou mal cozidos apenas quando tiverem o selo British Lion ou forem produzidos sob o programa Laid in Britain. A recomendação não se aplica a pessoas com imunodeficiência grave que seguem dietas com supervisão médica.









