Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Estudo aponta relação entre início da terapia hormonal e risco cardiovascular
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Estudo aponta relação entre início da terapia hormonal e risco cardiovascular

Pesquisa acompanhou 2.737 mulheres por até duas décadas e identificou menor risco entre as que começaram o tratamento perto da menopausa.

Uma pesquisa publicada na JAMA Internal Medicine identificou menor risco cardiovascular entre mulheres que iniciaram a terapia hormonal durante a perimenopausa ou no período próximo à menopausa. O estudo acompanhou 2.737 participantes por até duas décadas e reforçou que o momento de começar o tratamento pode influenciar a avaliação de seus efeitos.

As mulheres analisadas faziam parte do Study of Women’s Health Across the Nation (SWAN), apresentavam sintomas como ondas de calor e suor noturno, não tinham doença cardiovascular no início da pesquisa e nunca haviam usado terapia hormonal.

Entre as participantes que começaram o tratamento durante a transição menopausal, os pesquisadores estimaram uma redução de 22% no risco de eventos cardiovasculares em comparação com aquelas que não iniciaram a terapia. Quando a análise considerou mulheres que começaram o tratamento até dez anos depois do início da menopausa, a redução estimada chegou a 27%. Para quem iniciou mais de dez anos depois, não houve redução clara do risco.

A ginecologista Ana Paula Fabricio relacionou os resultados à chamada janela de oportunidade. “A idade, o momento da transição menopausal, os sintomas, os fatores de risco cardiovascular e o histórico clínico precisam fazer parte dessa decisão”, afirmou.

Os autores destacam que os dados não devem ser usados para recomendar a terapia hormonal com o objetivo de prevenir doenças cardiovasculares. A associação observada entre o início do tratamento e um risco menor não prova que a terapia tenha reduzido diretamente esse risco.

A indicação deve ser individualizada, principalmente para o tratamento dos sintomas da menopausa. Idade, tempo desde a menopausa, intensidade dos sintomas, histórico pessoal e familiar, fatores de risco, tipo de terapia e presença ou não de útero entram na decisão.

A queda dos níveis de estrogênio pode vir acompanhada de mudanças na composição corporal, no colesterol, na pressão arterial e no metabolismo. Isso não significa que a menopausa, sozinha, cause doença cardíaca, mas o período pode ser importante para acompanhar a saúde de forma mais ampla.

“É também uma fase importante para avaliar pressão arterial, colesterol, glicemia, composição corporal, atividade física, alimentação, tabagismo e histórico familiar”, disse Ana Paula. No Brasil, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte, e a transição menopausal pode ser um momento para rever hábitos, exames e fatores de risco.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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