Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Futebol

CBF aposta em grandes clubes e no mata-mata para valorizar a Copa do Brasil

Novo contrato, avaliado em mais de R$ 1 bilhão por ano, sustenta a estratégia de ampliar o peso comercial do torneio nacional.

A presença garantida dos principais clubes brasileiros desde as fases iniciais virou o principal argumento da CBF para elevar o valor comercial da Copa do Brasil. A entidade considera que o formato mata-mata mantém o interesse do público e diferencia a competição no mercado de transmissões.

A avaliação foi apresentada por Allan Simon, que explicou que o torneio passou a ser tratado de maneira diferente na gestão de Samir Xaud. Antes, os direitos eram negociados diretamente com a Globo. O novo processo incluiu conversas com Globo, SBT, Record, TNT e Amazon. A Amazon comprou os direitos em parceria com a ESPN. A Cazé TV não participou das negociações por causa da relação da CBF com a LiveMode.

Grandes clubes desde o começo

O contrato da Copa do Brasil, avaliado em mais de R$ 1 bilhão por ano, é usado pela CBF para defender que o torneio pode valer mais do que a Libertadores. A lógica está ligada à presença recorrente das equipes de maior torcida, enquanto a competição continental não reúne todos os grandes clubes brasileiros em todas as edições.

“Na visão da CBF, a Copa do Brasil é um campeonato mata-mata emocionante desde o começo e os times grandes sempre jogam”, afirmou Allan Simon. Entre os clubes citados por ele estão Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco. Com o novo regulamento, os times da Série A entram na quinta fase e não ficam fora da competição por causa do desempenho anterior.

A mudança foi relacionada ao caso do Santos, que ficou fora da edição de 2024 depois de ser rebaixado no Campeonato Brasileiro do ano anterior e não fazer uma boa campanha estadual. Allan Simon classificou a decisão como “um absurdo”.

Emoção como produto

Para o colunista, o mata-mata é o elemento que pode sustentar a valorização da Copa do Brasil no médio prazo. A competição tem final única e encerra o calendário nacional, enquanto o Campeonato Brasileiro de pontos corridos cumpre funções ligadas à arrecadação, à justiça esportiva e à organização da temporada.

A estratégia da CBF, portanto, combina o novo modelo de negociação dos direitos com um regulamento que assegura os clubes mais populares nas etapas decisivas. A entidade busca apresentar a Copa do Brasil como uma competição de emoção constante e com maior estabilidade de audiência.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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