Rio de Janeiro, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Como o Manchester City montou o elenco que dominou o futebol inglês
Foto: IMAGO/ANP/Sven Simon
Futebol

Como o Manchester City montou o elenco que dominou o futebol inglês

De Tevez a Ederson, o clube reuniu nomes decisivos em nove temporadas de investimento e mudou de patamar na Inglaterra.

A janela de 2017/18 foi a mais cara do período analisado e ajudou a formar a base do Manchester City dominante dos anos seguintes. O clube gastou 286,2 milhões de libras naquela temporada para contratar Aymeric Laporte, Benjamin Mendy, Kyle Walker, Bernardo Silva e Ederson.

A última grande montagem

Bernardo Silva terminou esse ciclo como um dos principais símbolos do projeto. O português disputou 459 partidas, marcou 76 gols e conquistou 20 grandes troféus pelo City. John Stones e Phil Foden aparecem ao lado dele entre os jogadores mais condecorados da história do clube.

Ederson também mudou a forma de o time jogar. Além de proteger a meta, o brasileiro passou a participar da saída de bola com passes capazes de superar linhas de marcação. Walker ofereceu velocidade e força defensiva, enquanto Laporte acrescentou qualidade na construção das jogadas.

O impacto foi imediato. Em 2017/18, o Manchester City terminou a Premier League com 100 pontos e 106 gols. Foi o primeiro título inglês de Pep Guardiola no clube e a confirmação de uma nova etapa do projeto.

De Tevez a Agüero

A transformação começou com um pacote de contratações feito após a chegada do Abu Dhabi United Group. Na temporada 2009/10, considerando as duas janelas, o clube investiu cerca de 142 milhões de libras em Carlos Tevez, Emmanuel Adebayor, Joleon Lescott, Kolo Touré e Gareth Barry.

Tevez custou 41 milhões de libras e marcou 74 gols em 148 partidas pelo City. Em quatro temporadas, participou das conquistas da Copa da Inglaterra de 2010/11 e da Premier League de 2011/12.

Na temporada seguinte, chegaram Edin Dzeko, Yaya Touré, Mario Balotelli, David Silva, Aleksandar Kolarov e James Milner. Touré disputou 436 partidas em dez anos, ganhou quatro títulos da Premier League, duas Copas da Inglaterra e cinco Copas da Liga. O clube ergueu uma estátua em sua homenagem do lado de fora do Etihad.

Balotelli ficou marcado pela personalidade e pelo passe para Sergio Agüero no lance que definiu a conquista de 2011/12. Contratado por 35,3 milhões de libras, Agüero se tornou o maior artilheiro da história do City, com 260 gols em todas as competições e 184 na Premier League. Contra o Queens Park Rangers, marcou aos 93 minutos e 20 segundos da última rodada e garantiu o primeiro título inglês da era moderna.

A estrutura ganha forma

Depois, vieram Fernandinho, Álvaro Negredo, Jesús Navas, Javi García, Matija Nastasic, Jack Rodwell e Scott Sinclair. Nem todos tiveram o mesmo peso. A temporada 2012/13 terminou sem títulos, com o City 11 pontos atrás do Manchester United.

Fernandinho, porém, virou peça central. Foram 383 partidas em nove temporadas, cinco Premier Leagues e seis Copas da Liga. Ele ainda foi capitão entre 2020 e 2022.

Em 2014/15, Eliaquim Mangala, Wilfried Bony, Fernando, Bacary Sagna e Frank Lampard chegaram, mas não se consolidaram como pilares. Bony havia marcado 25 gols pelo Swansea e fez seis em sua primeira temporada de Premier League pelo City. Lampard tinha 36 anos e foi contratado principalmente pela experiência.

De Bruyne e a nova identidade

O salto seguinte aconteceu em 2015/16. Kevin De Bruyne custou 54,3 milhões de libras, Raheem Sterling foi contratado por 45,5 milhões de libras, Nicolás Otamendi por 31,8 milhões de libras e Fabian Delph por 8,2 milhões de libras.

Na primeira temporada, De Bruyne marcou 17 gols e deu 16 assistências. Mais tarde, tornou-se o jogador com mais assistências da história do City. Sterling também teve grande produção: marcou 18, 17 e 20 gols em temporadas da Premier League entre 2017 e 2020.

Com a chegada de Guardiola em 2016, o elenco recebeu John Stones, Leroy Sané, Gabriel Jesus, Ilkay Gündogan, Claudio Bravo e Oleksandr Zinchenko. Stones, contratado como zagueiro, também passou a atuar no meio-campo e encerrou sua passagem com 20 títulos.

Entre 2009 e 2018, o Manchester City gastou mais de 1,2 bilhão de libras. No mesmo recorte, entre 2009/10 e 2017/18, a comissão independente da Premier League considerou o clube culpado por acusações relacionadas a violações financeiras. A comissão apontou acordos comerciais fraudulentos que teriam inflado receitas e reduzido custos em mais de 900 milhões de libras. A punição ainda será definida, e o City apresentou recurso.

A decisão não permite classificar individualmente cada contratação como resultado de uma irregularidade. Esportivamente, os jogadores desse período seguiram produzindo depois do recorte: De Bruyne ajudou nas conquistas entre 2020 e 2024 e na Tríplice Coroa de 2022/23; Bernardo Silva, Ederson, Walker e Laporte participaram da campanha que levou o clube à primeira Champions League da história.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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