Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Governo do Estado investiga desvio de recursos do governo de Castro em obras, saúde e educação | A Seguir Niterói
Brasil

Auditorias do governo do Rio apontam suspeitas em contratos de R$ 2,6 bilhões

Relatórios sobre obras, saúde e educação foram enviados ao Ministério Público do Rio para análise e possíveis novas investigações.

O Governo do Estado do Rio concluiu 30 auditorias em contratos de pelo menos R$ 2,6 bilhões assinados durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro. Os relatórios foram enviados ao Ministério Público do Rio (MPRJ), que vai avaliar cada caso e decidir sobre novas diligências ou o aprofundamento das apurações.

Um dos principais casos envolve Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio e ex-secretário estadual das Cidades, e o deputado federal Altineu Côrtes. Por envolver um parlamentar, o material também foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) apontou conexões entre as famílias Ruas e Côrtes. A Mineração Santa Edwiges, ligada ao filho de Altineu Côrtes, forneceu massa asfáltica para obras contratadas pela Secretaria das Cidades, principalmente em São Gonçalo, município administrado pelo prefeito Capitão Nelson, pai de Douglas Ruas. O material apareceu em pelo menos cinco etapas, dentro de contratos que chegaram a R$ 4,9 milhões.

A auditoria também identificou uma relação societária entre a Saur Construção, que tem Douglas Ruas como dono de 90% do capital, e a Normandia Empreendimentos e Participações, ligada à família Côrtes. Até novembro do ano passado, a Saur registrou R$ 19,6 milhões em lucro líquido, com R$ 15,9 milhões repassados a Ruas em dividendos.

Altineu Côrtes negou as acusações e disse que as empresas não tiveram vínculo com o poder público nem praticaram atos ilícitos. A assessoria de Douglas Ruas também negou irregularidades e defendeu a apuração completa.

Outros relatórios apontaram problemas em contratos estaduais. Uma obra de pavimentação de R$ 99,7 milhões recebeu aditivo de R$ 45,3 milhões 17 dias após o início, elevando o total para R$ 144,9 milhões — aumento de 45,4%, acima do limite de 25% previsto na Lei de Licitações.

Na educação, 100 mil kits sobre os riscos do álcool ao volante custaram R$ 25,7 milhões, mas parte ficou sem distribuição. Cursos on-line de R$ 7,6 milhões tiveram mais de 90% dos participantes com carga horária zerada.

No sistema penitenciário, uma proposta para alimentação de presos coincidiu exatamente com a de outra concorrente em um contrato emergencial de R$ 19,3 milhões. Já o DER-RJ analisou contrato de R$ 36,3 milhões para transporte de escória de aço, com previsão de aumento de 275% na quantidade contratada e sem justificativa técnica nos documentos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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