Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Garotinho na urna enfraquece ainda mais Ruas, candidato de Flávio no Rio
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Brasil

Garotinho entra na disputa e pressiona candidatura de Douglas Ruas no Rio

Ex-governador aparece em terceiro nas pesquisas e pode dividir o eleitorado conservador com o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro.

A entrada de Anthony Garotinho (Republicanos) na corrida pelo governo do Rio deve reduzir a competitividade de Douglas Ruas (PL), atual presidente da Alerj e nome apoiado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Garotinho anunciou a candidatura na segunda-feira (20) e aparece em terceiro nas pesquisas, atrás de Eduardo Paes (PSD) e Ruas.

A presença do ex-governador pode dividir o eleitorado conservador e levar a disputa para o 2º turno. Garotinho também concorreu ao governo em 2018, mas teve a candidatura vetada pela Justiça Eleitoral quando avançava para um 2º turno contra Paes. Naquele ano, seus votos migraram para Wilson Witzel (PSC), que tinha 4% das intenções de voto e acabou eleito após derrotar Paes.

“Ele divide o lado conservador e da política de direita com o Douglas”, afirmou um aliado de Paes. Para Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, Garotinho não deve retirar votos do ex-prefeito do Rio. O deputado classificou o ex-governador como “a velha política que afundou o Rio em acordo com a bandidagem”.

A cientista política Mayra Goulart, da UFRJ, avalia que Garotinho pode ocupar um espaço que favorece a realização de 2º turno. Segundo ela, o ex-governador tende a crescer entre eleitores de direita, evangélicos e do interior do estado, enquanto Paes concentra força na capital e entre setores progressistas. Mayra também apontou como desafio o fato de Garotinho não ter conseguido se eleger vereador no Rio em 2024.

Apoio partidário e mudanças na chapa

Garotinho pode atrair apoio evangélico pelo Republicanos, partido ligado à Igreja Universal e que tem Marcelo Crivella como expoente e pré-candidato a senador. Crivella foi eleito para o Senado em 2002 e reeleito em 2010. Em 2018, Arolde de Oliveira (PSD) conquistou uma das vagas.

A Executiva Nacional do Republicanos preferia André Português, ex-prefeito de Miguel Couto (RJ), mas Garotinho tem mais força no diretório fluminense da legenda. O presidente nacional do partido, Marcos Pereira, negou insatisfação e afirmou: “O Rio eles tratam lá”.

A candidatura de Ruas também perdeu nomes nos últimos meses. Cláudio Castro (PL) retirou a pré-candidatura ao Senado após se tornar alvo de investigações. Márcio Canella (União), que o substituiu, perdeu força ao ser preso. No domingo (19), Rogério Lisboa (PP), indicado para vice de Ruas, desistiu da chapa por motivos pessoais. O PP informou que a decisão foi tomada “de forma respeitosa”.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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