Rio de Janeiro, Sábado, 26 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Gasto público sem retorno pode ampliar dívida e pressionar contas fiscais
Brasil

Gasto público sem retorno pode ampliar dívida e pressionar contas fiscais

A expansão das despesas não garante crescimento: a qualidade do investimento, o risco e o retorno esperado são fatores decisivos.

A expansão contínua do gasto público não assegura crescimento econômico e pode ampliar o endividamento público e pressionar as contas fiscais. A avaliação depende da qualidade da despesa e da capacidade de gerar retorno superior ao custo do capital.

A chamada Lei de Say, formulada pelo economista francês Jean-Baptiste Say, afirma que a oferta cria sua própria demanda. A produção de bens e serviços gera salários e lucros, que permitem a compra de outros produtos. Nessa formulação, não haveria uma crise generalizada causada pela falta de demanda.

A política de ampliar despesas públicas parte de uma lógica diferente ao tratar o gasto como motor do crescimento, mesmo quando não há produção eficiente associada. O ponto central, portanto, não é apenas gastar, mas verificar a eficácia do uso dos recursos.

Critérios para o investimento

Para fazer sentido econômico, o investimento público precisa contar com poupança capaz de sustentá-lo, apresentar risco compatível com o retorno esperado e produzir um retorno maior que o custo do capital. Sem essas condições, o gasto pode representar desperdício, ainda que seja apresentado como estratégia de desenvolvimento.

A experiência brasileira recente é citada como exemplo desse problema. Os empreendimentos nucleares de Angra e a refinaria Abreu e Lima foram marcados por custos elevados, atrasos e retornos econômicos questionáveis. Em vez de impulsionar o crescimento na proporção esperada, contribuíram para aumentar o endividamento público e pressionar as contas fiscais.

Nas últimas décadas, o gasto público cresceu significativamente, enquanto o desempenho do PIB per capita brasileiro permaneceu modesto na comparação com outras economias emergentes. Os indicadores econômicos, assim, são usados para mostrar a distância entre a expansão das despesas e os resultados obtidos.

Mesmo assim, permanece no discurso político a defesa de mais gasto como solução universal. O texto também aponta um descompasso entre o incentivo eleitoral e a responsabilidade fiscal: expandir despesas pode favorecer líderes, enquanto administrar recursos escassos exige competência.

As contas públicas têm limites. Por isso, gastar mais não é sinônimo automático de prosperidade, e os efeitos de escolhas sem retorno acabam se impondo.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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