Rio de Janeiro, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Júri condena dois PMs pela morte de Davi Sebba em Goiânia
Brasil

Júri condena dois PMs pela morte de Davi Sebba em Goiânia

Jonathas Jordão recebeu 12 anos pelo disparo fatal; Edinailton Pereira foi condenado a dez anos pela participação na abordagem.

O Tribunal do Júri condenou dois policiais militares pela morte do advogado Davi Sebba Ramalho, atingido por um tiro no peito durante uma abordagem no estacionamento de um supermercado. Jonathas Atenevir Jordão recebeu pena de 12 anos por homicídio qualificado. Edinailton Pereira de Souza foi condenado a dez anos por homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo.

O terceiro réu, Luiz Frederico de Oliveira, foi absolvido pelos jurados. O julgamento ocorreu em outubro de 2026, 14 anos depois da morte de Davi.

Função de cada policial

Jordão era soldado da Polícia Militar de Goiás e atuava no serviço de inteligência. Na noite de 5 de julho de 2012, ele foi ao estacionamento do Carrefour, na Avenida T-9, acompanhado de Edinailton, então tenente.

Jordão admitiu ter feito o disparo. Em depoimento, afirmou que se identificou como policial e ordenou que Davi largasse o que seria uma arma. Segundo seu relato, a vítima teria pegado um objeto, e ele atirou. O projétil atingiu o peito, provocou uma lesão cardíaca fatal e levou ao tamponamento cardíaco.

O policial também relatou ter disparado contra os pneus depois que Davi arrancou com o veículo. O carro bateu em uma estrutura do estacionamento. Jordão disse ainda que ajudou a retirar a vítima do automóvel e participou do isolamento da área.

Edinailton recebeu a ordem para ir ao local e coordenou a abordagem. Ele dirigiu até o Carrefour com Jordão, fez contatos para obter apoio e identificou o veículo de Davi. Em juízo, afirmou que ordenou que o carro fosse desligado e que o ocupante saísse. Disse ter ouvido um disparo e, depois, atirado contra as rodas traseiras.

Após a colisão, Edinailton solicitou atendimento do Samu e determinou o isolamento do local. Os jurados entenderam que sua participação o responsabilizava pelo homicídio, mas não reconheceram a qualificadora. Também consideraram comprovado o porte ilegal de arma de fogo.

Situação dos condenados

Jordão foi absolvido da acusação de porte ilegal de arma. O juiz reconheceu sua conduta social e a ausência de condenação anterior, garantindo o direito de aguardar em liberdade eventual recurso. Ele já não integra a Polícia Militar.

Edinailton permaneceu na corporação e avançou na carreira. Documentos oficiais registram que ele recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Tiradentes em 2017, era capitão em 2020 e aparece como major em registros de 2024 e 2025.

Davi tinha 38 anos quando morreu. Naquela noite, sua esposa estava na maternidade para dar à luz o filho do casal. Gabriel Davi nasceu horas depois da morte do pai. Os dois condenados deixaram o Tribunal do Júri em liberdade.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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