O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), candidato à reeleição, defendeu o reajuste de cerca de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação nesta quinta-feira (17), ele criticou a reação negativa de setores do mercado financeiro à medida.
O novo piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691 por família. Lindbergh afirmou que houve uma “gritaria dos ricos e da Faria Lima” após o anúncio e comparou a reação com o silêncio diante do que chamou de Bolsa Empresário, de mais de R$ 500 bilhões por ano, e da taxa Selic, que, segundo ele, direciona mais de R$ 1 trilhão do povo brasileiro.
O deputado também parabenizou Lula pelo compromisso com os mais pobres.
Novos valores
Decreto publicado pelo governo atualizou os benefícios com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Apesar de já estar em vigor, a mudança terá efeito financeiro a partir de outubro.
O Benefício de Renda de Cidadania subirá de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família. O Benefício Primeira Infância passará de R$ 150 para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar aumentará de R$ 50 para R$ 58.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o reajuste terá custo adicional estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. A despesa prevista para 2027 será incorporada ao Orçamento.
A correção foi apresentada pelo governo como uma forma de recuperar o poder de compra dos beneficiários diante da inflação acumulada desde 2023. Em setembro, antes do início do novo pagamento, o programa atendia 19,29 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 678,18, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
O anúncio levou investidores a avaliar o impacto fiscal do reajuste. Dólar e Bolsa oscilaram durante o pregão, em um cenário que também incluiu decisões recentes sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.








