PIRACICABA (SP) — O candidato Renan Santos (Missão) propôs mudar a distribuição de recursos federais entre os estados e criar metas para avaliar a execução do orçamento público. A declaração foi feita nesta quinta-feira (24), durante um evento na praça José Bonifácio, no centro de Piracicaba.
Ao criticar o modelo atual do pacto federativo, Santos afirmou que o governo federal repassa dinheiro de forma desproporcional a estados que não atingem resultados. Questionado sobre São Paulo arrecadar mais e receber menos, defendeu que unidades federativas com melhor desempenho mantenham uma parcela maior dos recursos.
“Hoje, a lógica do governo federal é a seguinte: se você é um governador vagabundo, que não trabalha bem, que não protege as pessoas, que não melhora a educação, você recebe mais dinheiro”, declarou.
Comércio e gastos públicos
O candidato citou São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais como estados que “pagam a conta”. Também disse que pretende condicionar a distribuição do dinheiro público aos resultados obtidos por municípios e estados. “Nós vamos premiar quem vai bem e nós vamos punir quem vai mal, em seus municípios e em seus estados”, afirmou.
Na área do comércio, Santos se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6x1. Para ele, a mudança fecharia comércios e aumentaria o desemprego e a informalidade.
Como medida para estimular o setor, prometeu cortar R$ 250 bilhões em gastos do governo federal. A redução, segundo Santos, atingiria o que classificou como “mamata de político, de judiciário, de militar”. Ele afirmou ainda que o corte pressionaria pela queda da taxa de juros, descrita como “extorsiva” e de “agiota”, e permitiria crédito barato para lojistas investirem nos negócios.








