RIO DE JANEIRO — O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) rejeitou, nesta segunda-feira, 14, o pedido de Carlos Jordy (PL) para impugnar a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio. Com a decisão, o registro de Paes continua válido e ele permanece na disputa pelo governo do estado.
Na ação, o deputado afirmou que Paes teria coordenado uma estrutura de favorecimento político-eleitoral relacionada a facções criminosas, milícias e contraventores. Jordy dividiu as acusações em três núcleos.
Um deles seria ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP) e mencionava o deputado estadual Val Ceasa (PRD), além de pessoas investigadas por possíveis relações com a organização. Outro citava a deputada estadual Lucinha (PSD) e apurações relacionadas à milícia de Zinho.
O terceiro núcleo envolvia João Drumond, neto do contraventor Luizinho Drumond, por supostas relações de Paes com o Jogo do Bicho.
Manifestação do Ministério Público
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se posicionou contra a impugnação. Em documento encaminhado ao TRE-RJ, a Procuradoria afirmou que as acusações apresentadas por Jordy não eram acompanhadas de provas concretas. Também apontou suposições políticas e registrou que Paes entregou todas as certidões criminais regulares e cumpriu as exigências para o registro.
A defesa de Paes pediu a punição de Jordy por litigância de má-fé e classificou a iniciativa como “temerária, vergonhosa e lamentável”. Os advogados disseram ainda que o ex-prefeito nunca foi condenado criminalmente e que atos de terceiros não poderiam ser atribuídos ao candidato.
O TRE-RJ não aplicou a multa solicitada pela defesa.








