RIO DE JANEIRO — A Procuradoria Regional Eleitoral recomendou a manutenção do registro de candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual fluminense e a rejeição da ação apresentada por Carlos Jordy. O parecer foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e ainda será analisado no julgamento definitivo do processo.
Jordy, candidato ao Senado Federal pelo Partido Liberal, pediu a invalidação do registro de Paes com base em alegações de supostas conexões com facções criminosas, milícias e redes de contravenção. Na representação, citou o Terceiro Comando Puro, a milícia liderada por Zinho e grupos associados ao Comando Vermelho.
Falta de comprovação
Para a Procuradoria Regional Eleitoral, os argumentos não foram acompanhados de respaldo probatório consistente. O órgão afirmou que a ação se baseou principalmente em recortes de imprensa e conjecturas político-eleitorais, sem demonstrar dolo ou envolvimento direto e intencional com o crime organizado para justificar a inelegibilidade.
A Justiça Eleitoral também já havia negado pedidos de diligências e de acesso amplo a registros da Prefeitura. As solicitações feitas pela defesa de Jordy foram classificadas como uma busca genérica, sem direcionamento objetivo.
Menções a investigações
O parecer ainda tratou de referências a inquéritos envolvendo figuras políticas, entre elas a deputada estadual Lucinha. Conforme o esclarecimento apresentado, Paes aparece nos autos apenas como testemunha, convocado a prestar depoimentos sobre atos administrativos, e não como investigado.
A Procuradoria Regional Eleitoral também registrou que o candidato cumpriu as formalidades constitucionais e apresentou certidões de antecedentes criminais sem restrições. Com isso, o Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável à candidatura. A decisão final caberá ao desembargador relator do caso na Justiça Eleitoral do estado.








