RIO DE JANEIRO — O Ministério Público Eleitoral recomendou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que rejeite a ação apresentada por Carlos Jordy (PL) para impedir o registro da candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado. O parecer também defende o deferimento da candidatura do ex-prefeito do Rio.
Jordy, que disputa uma vaga no Senado, alegou que Paes teria usado a estrutura da prefeitura para favorecer grupos criminosos. A representação citou o Terceiro Comando Puro (TCP), a milícia de Zinho e a contravenção do Jogo do Bicho ligada ao Comando Vermelho.
O deputado pediu uma investigação em documentos municipais e a realização de 20 diligências probatórias. O TRE-RJ já havia negado os pedidos, considerando que a solicitação era genérica e não tinha foco definido.
Análise do Ministério Público
A Procuradoria Regional Eleitoral avaliou que a acusação foi baseada em matérias jornalísticas e suposições políticas, sem elementos suficientes para comprovar as denúncias. Para impedir uma candidatura, o órgão ressaltou que a legislação exige demonstrar uma ação intencional do candidato ou uma ligação direta com o crime organizado.
O parecer também analisou a menção a processos usados pela oposição, incluindo o caso da deputada estadual Lucinha (PSD). Conforme o documento, Paes aparece apenas como testemunha chamada a prestar esclarecimentos sobre a administração municipal, sem a condição de investigado.
O MPE ainda registrou que Paes atende às exigências constitucionais e apresentou certidões criminais regulares. A decisão final caberá ao desembargador relator do TRE-RJ.







