Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
TRE-RJ rejeita pedidos de Carlos Jordy de produção de provas contra Eduardo Paes
Brasil

TRE-RJ barra 20 pedidos de prova contra candidatura de Eduardo Paes

Desembargador Bruno Bodart manteve o curso da ação e deu prazo para Paes responder a novos documentos anexados ao processo.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro rejeitou os pedidos de produção de provas feitos por Carlos Jordy contra a candidatura de Eduardo Paes ao governo do Estado. A decisão é do desembargador eleitoral Bruno Bodart e não altera o calendário eleitoral.

Jordy, deputado federal e candidato ao Senado pelo PL, questiona a candidatura de Paes, do PSD, alegando que o então prefeito do Rio manteve relações políticas com pessoas investigadas por possíveis vínculos com milícias, tráfico de drogas e contravenção.

Para sustentar a ação, o parlamentar pediu que o TRE-RJ buscasse informações em diferentes órgãos. A lista incluía documentos de investigações e processos, contratos públicos, registros de nomeações, agendas, mensagens de e-mail, atas de encontros e dados eleitorais de regiões sob domínio de grupos criminosos. No total, foram apresentadas 20 diligências.

Bodart considerou que os requerimentos ultrapassam o objetivo de um processo de registro de candidatura. Para o desembargador, a Justiça Eleitoral não deve transformar esse tipo de ação em uma investigação ampla para localizar novas provas, sobretudo quando os dados dizem respeito a terceiros ou a procedimentos de outras instituições. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (31).

O magistrado também rejeitou a notícia de inelegibilidade apresentada pelo ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos. O pedido foi considerado fora do prazo.

Defesa e próximos passos

Mesmo com as negativas, Bodart determinou que Eduardo Paes seja intimado para se manifestar sobre documentos anexados posteriormente e sobre os fatos apresentados por Garotinho. A medida garante o direito de defesa antes da análise final.

Na manifestação ao TRE-RJ, a defesa de Paes afirmou que a ação de Jordy se apoia em reportagens, publicações nas redes sociais e investigações sobre terceiros, sem provas de participação do candidato em irregularidades. Os advogados chamaram a busca por novos documentos de “pescaria de provas”.

Depois da resposta de Paes, o processo será enviado ao Ministério Público Eleitoral, que dará parecer. Só então o TRE-RJ deverá analisar o mérito da ação de impugnação do registro de candidatura.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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