Rio de Janeiro, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Caso Everton pode ampliar conta do Manchester City na Premier League
Futebol

Caso Everton pode ampliar conta do Manchester City na Premier League

Punição ao Everton abriu caminho para rivais cobrarem indenizações do City por prejuízos ligados às violações financeiras.

A condenação do Everton em uma disputa com o Burnley abriu uma frente de risco financeiro para o Manchester City. Se o precedente for mantido, clubes que ficaram atrás do time de Manchester na tabela podem tentar cobrar indenizações por perdas ligadas às violações financeiras atribuídas ao campeão inglês.

A Premier League confirmou nesta terça-feira (29) que o City foi considerado culpado de mais de 100 acusações. As infrações ocorreram entre 2009 e 2018 e envolvem patrocínios inflados artificialmente em mais de 830 milhões de libras ao longo de oito anos, pagamentos de salários por fora dos contratos e falta de cooperação com a investigação.

O precedente envolvendo Everton e Burnley

Em junho deste ano, uma comissão independente condenou o Everton a pagar 26 milhões de libras ao Burnley, além de 9 milhões em juros. O clube havia sido acusado de ultrapassar em 19 milhões de libras o limite permitido em três temporadas, entre 2019 e 2022.

O Everton perdeu 10 pontos na temporada 2022/23, punição reduzida para seis após recurso. O Burnley terminou quatro pontos atrás do rival quando foi rebaixado para a segunda divisão na temporada 2021/22. O clube calculou que o adversário ganhou entre 3,85 e 7,13 pontos por causa do excesso de gastos e sustentou que teria permanecido na elite caso a penalização tivesse sido aplicada antes.

A indenização foi calculada sobre o dinheiro perdido com o rebaixamento. A regra da própria Premier League permite que clubes busquem compensações de equipes consideradas culpadas de infringir normas da competição. O Everton recorreu e classificou a decisão como “um precedente perigoso e inviável para o futebol inglês”.

Quanto o City pode ter de pagar

O Manchester City, propriedade de Abu Dhabi, teria obtido vantagens para contratar jogadores e técnicos, oferecer salários maiores e conquistar resultados esportivos. Entre 2009 e 2018, o clube ganhou três títulos ingleses, três Copas da Liga Inglesa e disputou oito edições da Champions League.

Se o rebaixamento do Burnley gerou uma cobrança de 35 milhões de libras, outros clubes podem avaliar perdas por títulos, vagas em competições europeias e permanências na primeira divisão. Liverpool, Manchester United, Arsenal e Tottenham notificaram o City em 2024 e indicaram que buscariam indenizações caso o rival fosse condenado. O valor apontado para cada clube seria de 100 milhões de libras.

A análise, porém, ainda depende dos recursos e da punição esportiva que será aplicada ao City. Um escritório de advocacia britânico avaliou que clubes e consultores podem examinar pedidos por perda de oportunidade, perda de receita ou outros prejuízos consequentes.

O advogado Fred Snowball afirmou que o caso do City é mais complexo por envolver dezenas de clubes. Richard Masters, diretor executivo do Campeonato Inglês, disse que a decisão descreve violações sistemáticas das regras da Premier League.

O Manchester City declarou estar “surpreso e desapontado” com a conclusão do painel, negou todas as acusações e deve contestar o processo. A definição sobre eventuais indenizações ainda pode levar anos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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