Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
MP denuncia Crivella por esquema que teria movimentado R$ 32 mi em propina
Foto: Ricardo Borges/Folhapress
Brasil

MP do Rio denuncia Crivella por suposto esquema de propina de R$ 32 milhões

Ex-prefeito é acusado de coordenar fraudes em contratos; denúncia também cita 10 pessoas e 25 empresas.

Marcelo Crivella (Republicanos), ex-prefeito do Rio, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por improbidade administrativa. Segundo o órgão, ele estava entre os nomes que coordenavam um esquema de fraudes em licitações que teria movimentado R$ 32 milhões em propina durante sua gestão na prefeitura.

A denúncia aponta suspeitas em um contrato de R$ 789 milhões firmado entre a Prefeitura do Rio e o grupo Assim Saúde. Para os promotores, o edital que levou ao acordo foi elaborado para favorecer a escolha da empresa. O pagamento teria correspondido a 3% do valor do contrato.

De acordo com o Ministério Público, a propina foi repassada por meio de contratos de prestação de serviços que nunca foram executados. Os acordos teriam sido fechados pela Assim Saúde com empresas de fachada indicadas por integrantes da organização investigada.

Além de Crivella, outras 10 pessoas e 25 empresas foram incluídas na ação. O MP pede a devolução dos R$ 32 milhões aos cofres da prefeitura, além de multa e suspensão dos direitos políticos dos acusados.

Defesa de Crivella e da empresa

Em nota, Crivella afirmou que a denúncia é a “3ª em cima da mesma narrativa, nos últimos seis anos”. O deputado federal disse ainda que o caso voltou ao debate em período pré-eleitoral, quando aparece na liderança de pesquisas partidárias para o Senado, e reclamou de não ter sido ouvido pelos investigadores.

A Assim Saúde informou que presta serviços ao município há mais de 17 anos, inclusive na atual gestão. A empresa declarou que a contratação foi conduzida pelo Previ-Rio, com aval da Controladoria-Geral, da Procuradoria-Geral do Município e do Tribunal de Contas.

A companhia negou fraude e afirmou que não houve licitação, mas credenciamento, modalidade que considera legal, sem vencedores ou vencidos, aceita pelo TCU e recomendada pelo MP. A Assim Saúde informou que não vai se manifestar sobre o caso.

Em maio do ano passado, a Justiça bloqueou R$ 50 milhões em bens do ex-prefeito após pedido do MP do Rio. Na ocasião, o órgão apontou suspeitas de direcionamento em contratos para compra de equipamentos hospitalares firmados com a China Meheco durante a pandemia.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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