Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Em debate, Carlos Jordy pede fim das bets, apesar de ter votado para liberá-las de taxação
Brasil

Carlos Jordy defende proibição das bets após votação que reduziu imposto do setor

Candidato ao Senado pelo Rio também propôs emendas para comprar armamentos e criticou o que chamou de viés ideológico nas engenharias.

Carlos Jordy (PL) defendeu a proibição total das bets e dos jogos de azar no Brasil durante o debate entre candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro. A posição contrasta com a atuação de integrantes do próprio partido no Congresso, que participaram de articulações para reduzir a tributação das casas de apostas e apoiaram medidas contra regras fiscais para o setor.

Em outubro de 2025, uma dessas medidas saiu da pauta por 251 votos a 193 e perdeu validade sem ser votada. Com isso, não foi mantido o aumento da tributação previsto pelo governo, e a frustração de receitas públicas foi estimada em mais de R$ 30 bilhões.

Participaram do debate Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Pedro Paulo (PSD). Os candidatos discutiram trabalho e emprego, emendas parlamentares, segurança pública, saúde e ciência e tecnologia.

Trabalho e emendas

Pedro Paulo defendeu a mudança da escala 6×1 para 5×2 e a criação de proteção social para trabalhadores de aplicativos, com previdência pelo cadastro de microempreendedor individual e seguros contra acidentes. Jordy propôs benefícios fiscais para empresas que qualificarem jovens desempregados.

Crivella relacionou a geração de empregos à revisão dos critérios do Fundo de Participação dos Estados. Ele afirmou que o Rio de Janeiro é prejudicado pelo cálculo baseado na renda per capita, diante da desigualdade no estado. Marcos Dias criticou o uso de programas sociais como instrumentos de dependência eleitoral e pediu mais rigor em incentivos e renúncias fiscais.

Os quatro candidatos defenderam o fim da chamada Emenda Pix, mas divergiram sobre a destinação e o controle das verbas. Crivella criticou a burocracia e apoiou a regulamentação do modelo. Jordy defendeu o uso de emendas impositivas na compra de blindados, armamentos e equipamentos para exames itinerantes no interior do estado.

Pedro Paulo citou uma proposta de emenda constitucional para ampliar a transparência orçamentária e defendeu a distribuição equilibrada dos recursos entre os 92 municípios fluminenses. Marcos Dias criticou o volume de emendas sem controle adequado.

Educação e segurança

Jordy e Crivella elogiaram a produção acadêmica nas engenharias, mas criticaram o viés ideológico à esquerda. Crivella defendeu punições para greves, fiscalização da opinião dos professores e mudança no processo de escolha de reitores.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas identificou que 75% dos professores da educação básica temem consequências profissionais quando suas decisões contrariam interesses políticos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5