As sardinhas ganharam espaço nas redes sociais como possível aliada de uma pele mais luminosa. O peixe passou a aparecer na rotina de modelos como Anok Yai e Alex Consani, além de ter sido citado por Eva Longoria, mas os especialistas destacam que o benefício está ligado ao conjunto de nutrientes — e não a um efeito milagroso.
Ricas em vitamina D, vitamina B12, ômega-3, iodo, selênio, ferro, cálcio e potássio, as sardinhas também são fontes de proteína e têm baixo teor de mercúrio. A nutricionista e farmacêutica Paula Martín Clares afirma que elas “ajudam a fortalecer o sistema imunológico e os ossos”.
O que o peixe pode oferecer
O consumo de sardinhas está associado à melhora da função cerebral e do humor. A vitamina B12 contribui para o equilíbrio do sistema nervoso, enquanto os ácidos graxos ômega-3 podem colaborar com a saúde da pele, das unhas e dos cabelos.
Para Rhian Stephenson, nutricionista e fundadora da Artah, as sardinhas são práticas, baratas, ricas em proteínas e uma das melhores fontes de ômega-3. Ela também relaciona a popularidade recente do peixe à influência dos biohackers, que buscam otimizar o organismo.
A médica Mar Mira, da clínica Mira + Cueto, explica que as gorduras saudáveis fornecem nutrientes ao cérebro e participam da síntese de neurotransmissores. Já Vicinte Mera, especialista em medicina antienvelhecimento, inclui os peixes pequenos e oleosos entre os alimentos que podem ajudar a desacelerar o processo de envelhecimento.
Cuidados no consumo
A quantidade de sódio merece atenção, principalmente nas versões enlatadas. Rhian Stephenson recomenda conferir o rótulo, já que algumas marcas podem adicionar açúcar, excesso de sal e outros aditivos. Pessoas extremamente sensíveis às histaminas também podem reduzir o consumo de alimentos enlatados.
As sardinhas em conserva podem ser uma opção, desde que consumidas com moderação. O ideal é escolher produtos sem excesso de sal e, de preferência, conservados em azeite de oliva. María Sánchez, nutricionista do Reto48 Fitness Centers, afirma que o azeite preserva melhor os ácidos graxos insaturados, mas diz que a conserva deve ser vista como alternativa ocasional, não como substituta habitual do peixe fresco.
De acordo com a FDA, uma porção de cerca de 85 gramas contém 164 UI de vitamina D. Nas refeições, o peixe pode ser servido com pão de fermentação natural, abacate, tomate, limão, pimenta e salsa, ou combinado com tomate, alho, alcaparras e azeitonas em um molho de massa.








