Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Votação no Congresso expõe dilemas ambientais de Goiás
Brasil

Votação no Congresso expõe dilemas ambientais de Goiás

Deputados e senadores de Goiás divergiram na derrubada de vetos à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em novembro de 2025.

A votação sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental dividiu a representação de Goiás no Congresso e colocou em foco os impactos das regras para obras, atividades econômicas e uso dos recursos naturais. Em novembro de 2025, parlamentares derrubaram parte dos vetos do presidente Lula e retomaram trechos barrados anteriormente.

Entre os deputados goianos citados no levantamento, 11 votaram pela derrubada dos vetos. No Senado, Wilder Morais e Vanderlan Cardoso apoiaram a retomada dos dispositivos. Jorge Kajuru votou pela manutenção do veto. O registro oficial da Casa identifica os votos de Wilder e Vanderlan como “Sim” e o de Kajuru como “Não”.

O desafio para Goiás

A decisão alcança um estado marcado pelo Cerrado, pelas nascentes que alimentam grandes bacias hidrográficas e pelo avanço do agronegócio, além de queimadas, expansão urbana e atividades econômicas dependentes dos recursos naturais.

O debate envolve a tentativa de conciliar a expansão da infraestrutura, a atração de investimentos e a exploração econômica com a preservação da água, do solo e da vegetação. A questão ganha peso porque a produção agropecuária, a indústria e as cidades dependem da disponibilidade de água.

O papel do licenciamento

A legislação ambiental está entre os temas em que o Congresso define regras para a ocupação do território, a exploração de recursos naturais e a autorização de empreendimentos. Também aparecem nesse debate o chamado PL da Devastação, o PL dos Agrotóxicos e as discussões envolvendo terras indígenas.

Os defensores de mudanças no licenciamento costumam associá-las à desburocratização, à segurança jurídica e ao desenvolvimento. A discussão, porém, envolve a capacidade de prever impactos antes da liberação de obras e atividades. O licenciamento pode ser tratado como instrumento de análise, sem ser reduzido a sinônimo de atraso ou a um simples carimbo.

A pauta deve chegar à eleição de 2026 em Goiás ligada ao modelo de desenvolvimento que o estado pretende sustentar nas próximas décadas. Nesse cenário, os votos no Congresso permitem comparar posições defendidas em discursos com decisões tomadas na definição das regras ambientais.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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